quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Desespero


O desespero banha as ruas com sangue

Pinta as paredes em vermelho plasma...

O desespero transforma homem em animal

Constrói um maníaco...

O desespero gera violência

O doce amor sádico bárbaro-urbano...

O doce beijo de uma bala perdida que acerta um alguém tão desconhecido quanto à pessoa que a disparou...

O desespero gera prostitutas...

Um entretenimento adulto, de curto prazo, uma necessidade dionisíaca que a vida solitária traz...

O desespero cria um assaltante que com um discurso niilista expressa em seu jargão: eu não tenho nada a perder...

O desespero gera o vicio

Angustia enlouquecedora fazendo com que a felicidade tenha sentido na ponta de uma seringa

O desespero gera o gozo dos lunáticos!

De uma angustiante sociedade “apolínea”, trancada em cubículos a pensar, a sonhar...

Gera...

Um voyeurismo consumista que sai tão caro quanto uma prostituta, tão viciante quanto uma droga e que é fruto do mesmo desespero...

O desespero é o cara da esquina com a arma na mão, o estuprador, é o pai de família, é um homem com a corda pendurada no pescoço.

O desespero toca os ouvidos com buzinas, tiroteios, gritos...

O desespero lhe da um beijo e vai embora

Da mesma forma que lhe da um tiro

O desespero gera vida, amor, ódio...



Foto


Autor: Alexander Kharlamov

Link: http://olhares.aeiou.pt/let_me_make_you_my_way/foto2394390.html

sábado, 1 de novembro de 2008

Vazio...


O vazio torna o algo interessante obsoleto
É quando a gente nota que no vazio realmente não há nada...
O vazio não é silencioso, nem barulhento
Apenas vazio
Não é melancólico, nem alegre
Nem claro
Nem escuro
Sentimento de um não sentimento
O não sentir
O vazio é o vácuo
O vazio me assusta...

Foto: Bruno Silva
Link : http://olhares.aeiou.pt/__a_velocidade_do_sonho__/foto2111656.html


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

?????????


Hoje em dia muitas pessoas falam na inversão de valores e essa baboseira toda que tem alguma verdade, mas minha humilde opinião é que estes valores acompanham sua época como tudo na humanidade, os valores sempre vão se inverter, pois o mundo da voltas e as coisas mudam. Vou começar falando de valores, mas não morais, mas sim de bens. Certo dia, vi um catador de papelão sentir-se feliz com um monte de coisas que para muitas chamam de lixo, mas com certeza para ele aquele “lixo” foi um belo presente. Vi também um garoto de rua saboreando um lanche retirado do lixo e separando as formigas para poder comer, com certeza a gente tem o olho maior do que a barriga e ainda assim me pergunto o quê é lixo? Outra vez quando era pequeno em uma vila rural meio distante da cidade da qual grande parte da minha família é de lá vi um grupo de crianças jogando futebol com uma bola improvisada de meia e mais algumas coisa bom, meu pai olho para mim e disse: filho porque você não pega aquela sua bola de futebol velha e da para eles. Eu pensei comigo mesmo quem iria querer aquela coisa velha sendo que estava furada e já tinha perdido vários gomos, mas fui lá e dei para eles. O resultado a sensação que eu tinha pela felicidade deles é a mesma de uma pessoa ter ganhado uma bola da Nike autografada pelo fenômeno ou qualquer outro astro de futebol. Isso mostra o como muita gente se contenta com pouco e outras não se contentam com muito. Outro fato engraçado ocorreu este ano, estava indo ao banco e vi um senhor de cerca de 60 anos ou mais maravilhado com um celular de câmera e estava a fotografar ou filmar algo que não entendi bem. Mas hoje uma época que a inovação tecnológica não corre voa, corre pela rede vemos ai sim outra inversão de valores, o quê para vários jovens é um parelho normal, não acham nada de mais nas não de uma pessoa mais velha aquilo vira algo extraordinário e esse senhor em seus olhos poda se ver a reação de uma criança ao ganhar um brinquedo. Isso é tão forte que este ano um senhor que vim atender aqui na loja aonde trabalho veio me mostrar maravilhado um vídeo que ele tinha gravado em seu celular de um erro ortográfico de um cartaz na prefeitura, fora isso me mostrou fotos da família vídeos engraçados. Falar de inversão de valores ou simplesmente de valores é muito complicado muitos devem estar se perguntando qual a moral deste texto se ele tem alguma conclusão, bom deixa para quem ler ou se alguém ler chegar a algum lugar... Vou deixar para falar de valores morais outro dia se é que eu ou alguém está apto para falar disso...


A demora foi grande bom com certeza meus amigos e amigas que lêem estavam esperando algo melhor bom, mas foi o quê saiu foi mal...
Fiz correndo este texto por tanto deve, ter ocorrido mais erros que o normal por tanto se alguém os ver favor avise-me.

Foto
Autor Gonçalo Afonso Dias
Link http://olhares.aeiou.pt/s_t/foto2295145.html

terça-feira, 22 de julho de 2008

Insônia


Quero mais 1001noites como esta...
Tranqüila, calma, serena.
Cerrar ás portas do templo de Hipnos.
Uma noite com um sono de perpétuo silêncio, sem perturbações.
Não apenas dormir, mas repousar nas estrelas.
Adormecer nos braços de Morfeu.
Fechar a tampa da caixa de pandora particular
Trancando todos os problemas por somente uma noite.
Adormecer...
Cerrar os gritos e ruídos noturnos.
Aqueles perturbadores...
Que gritam de dentro de minha mente, bem alto.
Alto o bastante para não me deixar dormir...

Recomendo de trilha sonora para este texto a musica Sweet Morpheus da banda Inkubus Succubus

Link http://www.youtube.com/watch?v=Q0ZiZClWvd4

Imagem

Salomé
Autor Aubrey Beardsley

sábado, 21 de junho de 2008

Ao inverno...




Ontem às 8 horas entrou oficialmente o inverno, apesar da falta de inspiração, ai vai umas palavras sobre esta estação tão poética.

Inverno austral

O minuano solitário canta, chora.
O sereno pinta.
E a chuva apaga...

Crepúsculo divino, aurora pampeana
Lembranças na ponta da brasa.




Холодно

Peça ajuda a uma noite fria
Diga olá para a velha neblina...
Dê adeus para o sol, dê até logo.
Diga olá para roupas pesadas, comida quente.
Abra uma garrafa de um bom vinho.
Junte folhas secas, gravetos secos.
Queime algo...




Junto a isso recomendo de trilha um Lied(canção) do compositor erudito Franz Peter Schubert Der Erlkönig (Rei dos Elfos) . A poesia desta canção é do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Ela fala de um pai que cavalga em uma noite fria com seu filho que arde em febre e delirando vê o rei dos elfos. O rei dos elfos é um personagem do folclole alemão que controla do tempo. Esta peça de piano e voz transmite perfeitamente a nostalgia do inverno.Caso alguém queira saber um pouco mais sobre a poesia e a musica a baixo vão os links.





Foto




terça-feira, 13 de maio de 2008

Universo urbano



Várias vidas, historias e emoções...
Luzes velozes em constante movimento, esse é o universo metropolitano.
Como uma órbita humana, várias pessoas circulam como planetas e universos em uma galáxia urbana, e quando eles colidem entre si, seus universos se unem e criam um novo mundo, de novas idéias, perspectivas, como uma supernova...
Bela e aterrorizante é a sinfonia urbana, de carros, pessoas, passos, buzinas... o tic tac do relógio de uma cidade, que nunca pára, nunca descansa.
Histórias comuns, autores diferentes, enciclopédias de livros, biblioteca de vidas, de olhos sofridos, ternos limpos, tragédias, comédias, epopéias, que passam despercebidos no meio da multidão...
O relógio não pára, não pára, e a noite ele dispara...

Universo urbano, de deuses escondidos, de deuses desconhecidos.
Palácios espelhados;
Templos virtuais.

Da garoa fina, da fila infinita.
Do cafezinho, da coxinha frita.

Das praças cobertas de pombas, dos prédios cobertos de pombas, esculturas greco-romanas, da arquitetura barroca, gótica e a mistura do moderno e o medieval...
Art nouveau, Art déco, a assimetria e simetria colidindo com o caos.
Da janela espelhada onde ali habita uma alma solitária tão perdida quanto às tantas outras que ela observa passar...

A cidade esta, que é pequena, que é grande...
Habitada por mendigos nômades, crianças sinaleira.

Cidade...
Onde artistas de calçada ganham seu dinheiro, armam seu picadeiro e entretém o povo sem ingresso, sem arquibancada, usando de pano de fundo, a paisagem caótica urbana.

Cidade becos, que acolhe a escuridão, o tráfico e a prostituição.
Acolhe mendigos, gatos e cachorros, acolhe ratos, baratas e corpos em decomposição.


Foto Autor: André Viegas



Outro fotografo que capta bem o universo urbano é o português Avelino Oliveira sugiro quem tenha gostado do texto visitar sua galeria
http://olhares.aeiou.pt/galeriasprivadas/browse.php?user_id=78215&id=75117

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Uma gota de lágrima para os desesperados



Murmúrios de dor e sofrimento
A destruição traz prazer aos deuses e desgraça aos homens
Porcelana fina e ouro para representantes divinos
Comida podre, enlatada para pobres “almas pecadoras”.
Justiça divina incontestável
Sangue sagrado derramado na cruz.
Incenso com cheiro de pólvora é a oferenda para os deuses
E cápsulas de bala tecem seu tapete real

A cada gota de sangue que um santo derrama, é como uma lágrima aos desesperados...
Uma “caridade divina”, um sarcasmo litúrgico...
Desculpa para os mortais

Casas sagradas banhadas a ouro exalam um aroma pútrido...
Enquanto todos rezam em silêncio, pessoas choram, morrem e apodrecem...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Um prelúdio ao inverno...

Equinócio de outono
Pintura natural
Um prelúdio a Thiazi
Em tons suaves.

Uma introdução ás folhas secas, vidas secas, almas secas e vazias...
Uma introdução à peça, chamada inverno.
Um esboço da natureza, em um quadro incompleto...
De tons em amarelo, para um quadro acinzentado...

Estação transitória, efêmera, discreta.

Não apenas folhas, amareladas, mas vidas, costumes e ações.
Não apenas o ângulo da terra, mas o ângulo de visão.

É o outono que chega a passos curtos, trazendo em sua mala o inverno...

Hoje ás 2h48min entramos no outono, apesar de certo tempo sem escrever e sem muito ânimo tentei escrever algo sobre esta estação tão importante, pois antecede o inverno.






Foto Autor: Staar Andrée Título: Floresta magica



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Um algo a mais em um infinito de informações


Não é nada estranho, quando o infinito de informações legítimas e ilegítimas faz como que a realidade seja distorcida.
A ilegitimidade de informação é o ponto de vista do universo de informações que baseia-se no mundo imaginário, no mundo tridimensional, que acredita em papai noel e coelho da páscoa.
Neste universo de informações o verdadeiro e o real estão perdidos em meio a tantas maquiagens que muitas vezes a notícia traz.
Às vezes encoberto por máscaras, e com transtornos bipolares, crises de identidade.
O império do achometro, do faz de conta, onde a noticia está perdida entre o primeiro e o segundo parágrafo, de modo quadrado e seco, o império das mentiras, e da curiosidade da vida alheia, a sociedade das imagens...
E o algo a mais ficou perdido, entre o primeiro e o segundo parágrafo de alguma noticia perdida em algum jornal ou noticiário, ficou perdida em meio a imagens e besteiras, ficou perdida.
E junto com a informação o real também está perdido, nas páginas da internet nos programas de TV, nas estantes das bibliotecas, salas de aula, levemente distorcido e perdido entre o primeiro e o segundo parágrafo.
Amamos ás pessoas erradas odiamos pessoas mais erradas ainda, construímos heróis e fantasiamos o mundo a nossa volta, e não diferente de todos estamos perdidos entre o primeiro e o segundo parágrafo, estamos perdidos entre a primeira e a segunda rua o primeiro e o segundo andar, entre o primeiro e o segundo amor, primeiro e segundo casamento, entre a primeira e segunda vida.
Lemos errado interpretamos mais errado ainda, nos contentamos com pouco, com falta de realidade, existe um velho ditado que diz “a cada conto aumenta um ponto” e entre tantos contos a realidade está perdia.
Ajudamos a construir nossa realidade e distorcer ás dos outro, construímos ditados e usamos os mesmos como filosofia de vida, movimentamos a máquina do consumo, a máquina das imagens levemente distorcidas. Criamos nossos filhos perdidos assim como nossos pais nos criaram e assim como nossos avós também fizeram, e assim será.
Acreditamos em deus, em políticos, em imagens, em livros velhos e podres, em doutrinas primitivas onde o sangue ainda vale mais que palavras, onde nós criados assim como todos sentimos sede de sangue e nos tornamos vampiros, nos tornamos seres “pensantes” e como está escrito nos livros somos evoluídos, criamos guerras, armas, bombas, doenças ou seja, somos ratos portadores da peste negra.
Somos comodistas, esperamos sentados no sofá à morte, nos contentamos com pouco um pouco quase nada, e assim essa falsa realidade torna-se real e a notícia se perde porque estamos perdidos como as pessoas que escrevem a nossa realidade e entre o terceiro e quarto parágrafo a notícia se perde por completo e nos convence que é real...
Peço desculpas por qualquer erro gramatical ou de digitação...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Até onde vai nossa vaidade...


Onde nos travestimos, nos fantasiamos, para ficar nos padrões da grande massa...
Até onde vai essa beleza louca, contemporânea de anorexicas, esqueletos humanos contaminados por essa nova moda cruel, que parecem mais com corpos de Auschwitz?
Será que esse ser humano está morrendo por completo? A imagem é tão importante a ponto de custar uma vida? Quantas pessoas já morreram fazendo lipoaspiração e outros tipos de modificação estética?
Palavra estranha essa que vem junto com a síndrome do pânico e tantas outras doenças que a sociedade criou.
Será que estamos vivendo em uma era de aparências?
Será que nós, seres contemporâneos, estamos querendo um espelho das esculturas gregas ou um espelho de Roma?
Sociedade do efêmero ou marionetes, macacos facilmente adestrados?
Sociedade da imagem virtual, da realidade distorcida, dos valores abstratos.
Junto com a internet, blogs, fotologs, seconds life, etc...
Junto com cavalos de tróia, trojans e tantos outros vírus que atacam nosso sistema imunológico digital, nossa identidade virtual.
Será que estamos nos tornando ciborgs ou marionetes da globalização?
Comemos comida congelada, Fast food, enlatados sintéticos, comida de robôs.
Será que o futuro está tão longe?
Lemos, assistimos jornais pela internet, movimentamos nossa conta, nossa vida pelo ciberespaço...
Compramos, criamos, nos apaixonamos pela internet...
Um vício?
Uma necessidade do novo século?
Uma simulação do real, uma copia?
Será que somos tão idiotas a ponto de acreditarmos em algo tão surreal, em algo sistemático?
Dedicar parte de nossa vida a essa outra dimensão?
Com todas essas perguntas chegamos ao ponto crucial, o ser humano, não a sociedade, que gosta de ser enganada e delicia-se com isso mesmo sabendo que isso é uma farsa, ou seja, um simulacro.
A internet é um espaço livre, um espaço que se pode intitular dionisíaco, onde pessoas namoram, fazem sexo, brigam, roubam, constroem e destroem, distorcem a realidade...
Estamos realmente vivendo em um mundo inteiramente real?
Até que ponto vale a pena entrar nessa dança de cyborguização, lipoaspiração, de globalização?
Será que estamos realmente nos tornando uma simulação de nós mesmos, como já falou Baudrillard?
Ou Nietzsche realmente estava certo com a morte do ser humano, e esse super homem como ele cita é o cyber-homem, o homem que emerge do caos, mas que contém toda informação, o super homem que Nietzsche tanto falava seria o cyborg, o internauta?
Para os cristãos será que estamos diante do apocalipse, e a rede que fará o arrebatamento?
Na verdade, quem somos nós?
Será que isso que tanto gosto e faz parte de mim é realmente minha personalidade?
Não estamos somente transformando nossos corpos, estamos transformando nossas mentes, nossas vidas, criando novos ritos, construindo novos mitos, no real ou no imaginário.