terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Até onde vai nossa vaidade...


Onde nos travestimos, nos fantasiamos, para ficar nos padrões da grande massa...
Até onde vai essa beleza louca, contemporânea de anorexicas, esqueletos humanos contaminados por essa nova moda cruel, que parecem mais com corpos de Auschwitz?
Será que esse ser humano está morrendo por completo? A imagem é tão importante a ponto de custar uma vida? Quantas pessoas já morreram fazendo lipoaspiração e outros tipos de modificação estética?
Palavra estranha essa que vem junto com a síndrome do pânico e tantas outras doenças que a sociedade criou.
Será que estamos vivendo em uma era de aparências?
Será que nós, seres contemporâneos, estamos querendo um espelho das esculturas gregas ou um espelho de Roma?
Sociedade do efêmero ou marionetes, macacos facilmente adestrados?
Sociedade da imagem virtual, da realidade distorcida, dos valores abstratos.
Junto com a internet, blogs, fotologs, seconds life, etc...
Junto com cavalos de tróia, trojans e tantos outros vírus que atacam nosso sistema imunológico digital, nossa identidade virtual.
Será que estamos nos tornando ciborgs ou marionetes da globalização?
Comemos comida congelada, Fast food, enlatados sintéticos, comida de robôs.
Será que o futuro está tão longe?
Lemos, assistimos jornais pela internet, movimentamos nossa conta, nossa vida pelo ciberespaço...
Compramos, criamos, nos apaixonamos pela internet...
Um vício?
Uma necessidade do novo século?
Uma simulação do real, uma copia?
Será que somos tão idiotas a ponto de acreditarmos em algo tão surreal, em algo sistemático?
Dedicar parte de nossa vida a essa outra dimensão?
Com todas essas perguntas chegamos ao ponto crucial, o ser humano, não a sociedade, que gosta de ser enganada e delicia-se com isso mesmo sabendo que isso é uma farsa, ou seja, um simulacro.
A internet é um espaço livre, um espaço que se pode intitular dionisíaco, onde pessoas namoram, fazem sexo, brigam, roubam, constroem e destroem, distorcem a realidade...
Estamos realmente vivendo em um mundo inteiramente real?
Até que ponto vale a pena entrar nessa dança de cyborguização, lipoaspiração, de globalização?
Será que estamos realmente nos tornando uma simulação de nós mesmos, como já falou Baudrillard?
Ou Nietzsche realmente estava certo com a morte do ser humano, e esse super homem como ele cita é o cyber-homem, o homem que emerge do caos, mas que contém toda informação, o super homem que Nietzsche tanto falava seria o cyborg, o internauta?
Para os cristãos será que estamos diante do apocalipse, e a rede que fará o arrebatamento?
Na verdade, quem somos nós?
Será que isso que tanto gosto e faz parte de mim é realmente minha personalidade?
Não estamos somente transformando nossos corpos, estamos transformando nossas mentes, nossas vidas, criando novos ritos, construindo novos mitos, no real ou no imaginário.


3 comentários:

Niela Bittencourt disse...

aeeeeeee
finalmente criaste teu blog

tá beleza
parabéns

e eu sou a primeira comentar...que honra!

beijão!

Luiz Mário Moraes disse...

Mazaaa!!!
Parabéns, ficou fera o texto, quanta reflexão heim! heiuahaiu
Mas bastante interessante as tuas reflexões, já investi um pouco do meu tempo pensando sobre isso e acho que isso tudo faz parte da evolução do ser humano em paralelo com a tecnologia. Como tudo que é novo, exige um tempo pra se adaptar e é preciso quebrar a cara um pouco pra aprender a lidar com esse novo meio. De certa forma há uma outra vida no cyber-espaço sim e é muito comum conhecer pessoas que tem uma vida dupla e criam personagens pra se disfarçar na web, todo mundo molda uma forma que quer pra si e na web é muito mais fácil tu projetar essa forma do que no mundo real, é uma boa maneira pra se esconder e forjar uma personalidade, ainda mais quando se carece de uma.

Fla disse...

Oi...depois comento, beijos....